25 anos de Super Mario Bros.
OXO? Ok, foi o primeiro, mas não serve. Pong talvez? Hmmm, marcou
uma geração, só que ainda não é bem o que procuramos. Super Mario
Bros.? Ah, agora sim estamos falando a mesma língua.A história dos
jogos eletrônicos possui alguns marcos históricos até hoje lembrados
como revolucionários e pioneiros. E cada um deles merece destaque
na memória de quem viveu e na literatura que ensina os mais novos.
Entretanto um jogo é unanimidade para todos (e se não for para você,
desculpe, mas você está errado): Super Mario Bros., lançado em 1985
para o NES, vulgo Nintendinho, o console 8-bits da Nintendo.
A importância desse game para indústria é notável, especialmente
pelo duplo impacto que ele causou. Por um lado, foi o título que trouxe
um mundo estabelecido e de fantasia, com claras marcas visuais e
características próprias, permitindo aos jogadores embarcar em uma
aventura como nunca havia se visto antes. Por outro lado, foi esse o
jogo que colocou Mario em lugar de destaque e deu início a uma das
maiores franquias do mundo do entretenimento.
Um pouco de história
Mario não nasceu em 1985. O bigodudo foi visto pela primeira vez em
Donkey Kong (1981), versão de fliperamas, quando ainda era apenas o
‘cara que pulava’ (Jumpman).
O pai da criança, Miyamoto, desejava usá-lo em diversos games, o que
na época era só um plano ainda ingênuo, mas já mostrava a afinidade
entre criador e criatura.
Tivemos então Mario Bros. (1983), também de fliperamas e apresentando
arenas de batalha estáticas. O ‘Bros.’ no nome dizia ao jogador que o herói
agora tinha um aliado, seu irmão Luigi, e as partidas tinham suporte a
multiplayer (o que na época significava o dobro de moedas na máquina).
À medida que o novo título conquistava fãs, o destino da franquia foi
sendo selado e então, em 1985, a Nintendo lançou a primeira grande
aventura de Mario. Entretanto Super Mario Bros. tinha um desafio
enorme pela frente: ajudar nas vendas do primeiro console que a Big N
trazia ao mercado, o NES.
Deu certo? Bem, só pela existência desse artigo especial acho que dá
para adivinhar a resposta.
O poder do mito
Usar esse espaço para descrever a história de Mario e seus
games seria desperdício. Afinal, você pode encontrar tudo
isso em vídeos do Youtube, artigos na Wikipedia e especiais
postados nos mais variados sites.
Um mascote como Mario merece algo bem especial. Ele
merece apreço por tudo que representa na história dos
videogames.
É difícil imaginar a indústria atual sem a influência de
Miyamoto e seu personagem mais famoso. E o curioso é que
não foi apenas o gênero de plataforma o mais influenciado
pela franquia e sim todos os títulos ao longo dos anos.
Mario é a expressão máxima do que um game deve conter:
universo próprio, mecânicas bem estabelecidas e trilha
sonora primorosa. Hoje é fácil dizer que todos os jogos têm
isso, mas há 25 anos as coisas não eram bem assim.
Quando se coloca um jogo do encanador no console (ou no portátil) podemos esperar, sem sombra de dúvidas,
uma experiência única e mágica. Os mais novos têm a brilhante voz de Charles Martinet para embalar seus
sonhos, mas desde o início aquele Goomba e aqueles canos verdes inundaram a imaginação de crianças e
adultos.
Esse aspecto, aliás, é o mais sensacional na história de Mario. Seja qual for o ambiente ou o visual (2D/3D),
o Reino do Cogumelo está presente no geral e nos detalhes. Nuvens, moitas, inimigos, canos e poderes são
partes fundamentais do produto e quando colocamos o italiano de chapéu vermelho nesse cenário tudo passa
a fazer sentido.
A grande curiosidade da franquia Mario é sua
constante e imutável história: Bowser raptou a
princesa, vá salvá-la. Ponto. O mesmo enredo
repetido a cada game prova que a série depende
mesmo de sua incrível jogabilidade e da brilhante
imaginação dos estúdios Nintendo. Jogos com
história profunda são mais do que bem vindos,
porém Mario nunca precisou disso – mais uma
prova de sua excelência.
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ESPECIAL
Desvios naturais
Com a força de Mario crescendo, a Nintendo (rimou!) decidiu usá-lo
em outros tipos de games. E em sua grande maioria, funcionaram.
Coloque o bigodudo em um campo de golfe, em uma quadra de tênis
ou mesmo em um jogo de tabuleiro com toda a trupe de amigos.
Funciona e, mais ainda, agrega valor aos títulos.
Mario extrapolou os limites de seus próprios jogos e invadiu gêneros
que aparentemente não parecem ser dele. Entretanto o impacto de
sua magia é tão forte que os fãs aceitaram com prazer as variações.
Os favoritos ainda são Marios de plataforma, no universo criado por
Miyamoto. Só que não podemos deixar de lembrar das horas gastas
em Mario Party.
Indo a fundo na franquia
Quando Mario estava de malas prontas para
o mundo tridimensional muitos acharam que a
mudança seria danosa. Ledo engano. Super Mario 64
não só surpreendeu os jogadores como também serviu de
base (de novo) para o futuro gênero de plataformas em 3D.
Este humilde redator prefere os jogos 2D do encanador. Entretanto, reconheço que os games de Mario em 3D
são os melhores do gênero e, principalmente, mantém todo o universo da franquia intacto e ainda mais vivo.
Pode ser que Super Mario Sunshine tenha sido um desvio na ordem natural das coisas justamente por fugir
dos elementos da série. Só que mesmo assim ainda é apreciado por diversos fãs no mundo por um simples
motivo: ele tem o Mario.
Recentemente tivemos Galaxy e Galaxy 2, ambos
excelentes e provas de que a Nintendo sabe levar seu
principal personagem a novos cenários sem nunca deixar
de lado aquilo que o caracteriza. Ver os Goombas de
ponta cabeça ou ouvir a trilha sonora orquestrada foram
experiências que nenhum gamer jamais vai esquecer.
Porém, o poder do jogo clássico do Mario ‘indo para a
direita’, foi provado novamente com os jogos New Super
Mario Bros. para Wii e DS. Não é uma questão de ser
melhor ou pior de acordo com a perspectiva da câmera, e
sim de agradar a um público maior e que cresceu vendo o
bigodudo em sua forma original.
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